A gente fala muito sobre prosperar no trabalho, crescer, produzir mais, performar melhor…
Mas pouca gente fala sobre o que sustenta tudo isso: saúde.
Mesmo depois de perder 10kg, eu ainda sinto muitas dores no corpo. E, às vezes, isso me paralisa.
E não, esse post não é uma reclamação.
É um alerta.
Porque a dor trava a criatividade. A dor limita a produtividade. A dor afeta a forma como você pensa, trabalha, cria e vive.
E o mais louco é que eu sei exatamente disso.
Sou também da área da saúde. Fiz Nutrição, Educação Física, pós-graduação em Fisiologia e trabalhei muitos anos como Personal Trainer. Eu sei, na teoria e na prática, o quanto cuidar do corpo impacta diretamente a mente.
Faço musculação, tento manter rotina… mas percebi uma coisa: o corpo pede novos estímulos. A mente pede respiro.
Só que eu continuava presa no modo automático: resolver pendências, editar vídeos, criar projetos, responder demandas, produzir sem parar.
E hoje, mesmo com conteúdos para entregar, textos para escrever, reuniões, responsabilidades, viagens, gravações… eu precisei parar.
E pela primeira vez em muito tempo, eu me escolhi.
Isso é estranho quando você se acostuma a se deixar sempre por último.
Hoje eu não abandonei minhas responsabilidades. Mas larguei tudo por uma hora e fui fazer algo que eu amo e não fazia há muito tempo: aula de bike.
E nesse processo eu percebi outra coisa importante:
Quanto mais você se cuida, mais as pessoas ao seu redor também passam a cuidar de você.
Porque quando você vive constantemente no limite, todo mundo começa a achar que aquilo é normal. Que você aguenta tudo. Que sempre dá um jeito.
Mas ninguém funciona bem assim por muito tempo.
Talvez esteja na hora da gente parar de romantizar o cansaço extremo, a sobrecarga e essa ideia de que viver esgotado é sinal de sucesso.
Cuidar da gente talvez seja uma das maiores responsabilidades que existem.