Últimas notícias

Aceleradas conhecem de perto o trabalho do GATE

Publicado

em

Você provavelmente já viu em filmes ou séries aquela tropa de operações especiais que chega quando a situação é daquelas que exigem muito preparo, sangue-frio e técnica. A famosa SWAT, nos Estados Unidos, talvez seja o exemplo mais conhecido.

Mas e aqui no Brasil? Como funciona uma unidade preparada para lidar com situações extremas?

Foi justamente para conhecer um pouco mais desse universo que as Aceleradas estiveram, no sábado, 12 de setembro, no GATE Grupo de Ações Táticas Especiais, da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

E olha… foi daquelas visitas que fazem a gente sair de lá olhando para o trabalho desses profissionais com ainda mais respeito.

O GATE pertence ao 4º Batalhão de Polícia de Choque e atua ao lado do COE – Comandos e Operações Especiais, ambos na Zona Norte de São Paulo. A visita foi conduzida pelo 1º Tenente Faria Neto e sua equipe, que apresentaram às Aceleradas — e também a alguns maridos e namorados que acompanharam o grupo — um pouco da rotina, da estrutura e dos desafios enfrentados pelos policiais da unidade.

Muito mais do que força física

Uma das coisas que mais chamou a nossa atenção foi perceber que ser integrante do GATE vai muito além de preparo físico.

O processo de formação e admissão é extremamente exigente e envolve preparação física, emocional e técnica. É um trabalho em que conhecimento, disciplina, equilíbrio e capacidade de tomar decisões sob pressão podem fazer toda a diferença.

Conhecemos, por exemplo, a Unidade de Intervenção Tática (UIT), responsável por ocorrências que podem exigir emprego de força física e equipamentos específicos para controlar situações de alto risco.

Também conhecemos o trabalho da Equipe de Negociadores, talvez uma das áreas que mais tenha chamado minha atenção, especialmente por estarmos vivendo o Setembro Amarelo.

Nessas situações, a palavra pode ser uma ferramenta fundamental. Os negociadores utilizam conhecimentos técnicos e psicológicos para estabelecer diálogo com pessoas em situações extremas, como casos envolvendo tentativa de suicídio ou ocorrências com reféns. A missão é compreender a situação e encontrar, por meio da conversa, uma forma de evitar que aquela história termine em tragédia.

E isso nos faz pensar bastante sobre como, muitas vezes, uma conversa pode salvar uma vida.

Um tiro. Uma responsabilidade enorme.

Outro momento que despertou muita curiosidade foi conhecer um pouco do trabalho dos atiradores de elite, os chamados snipers.

É comum imaginar que basta ter boa pontaria. Mas a realidade está muito longe disso.

Existe uma preparação técnica intensa, concentração, controle emocional, conhecimento e uma enorme responsabilidade envolvida. Em uma situação extrema, quando autorizado e necessário, o objetivo é agir com precisão para interromper uma ameaça.

É um trabalho em que não existe espaço para improviso.

“Só se erra uma vez”

E se tem uma frase que resume o tamanho da responsabilidade de outra equipe do GATE, ela está no lema do Esquadrão de Bombas: “Só se erra uma vez.”

Os policiais especializados em explosivos são preparados para identificar, analisar, desarmar ou detonar objetos suspeitos.

É uma área que exige muito estudo, conhecimento técnico, concentração e, principalmente, coragem. Afinal, quando existe a possibilidade de um artefato explosivo, não há margem para erros.

Durante a visita, também conhecemos equipamentos e recursos utilizados pelas equipes nas diferentes ocorrências.

É importante destacar que, no âmbito da segurança pública estadual, as perícias técnicas relacionadas a ocorrências como armamentos, veículos, homicídios e outros vestígios criminais são realizadas pelos profissionais da Polícia Técnico-Científica. Já nas ocorrências envolvendo explosivos, o GATE possui equipes especializadas para atuar na identificação, avaliação, desativação e demais procedimentos operacionais relacionados a esses artefatos.

Uma visita que combinou muito com o Setembro Amarelo

Para nós, das Aceleradas, conhecer o trabalho dos negociadores justamente em setembro teve um significado ainda maior.

O Setembro Amarelo nos convida a falar sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e, principalmente, sobre a importância de olhar para o outro.

E ouvir profissionais que estão preparados para conversar com alguém justamente em um dos momentos mais delicados da sua vida foi uma experiência muito forte.

Nós, que vivemos sobre duas rodas e sabemos o quanto uma viagem, um grupo de amigas, uma conversa ou simplesmente pegar a estrada podem transformar um dia difícil, também acreditamos muito nesse poder de conexão.

A visita ao GATE foi uma oportunidade de conhecer um lado da segurança pública que nem sempre está próximo da nossa realidade.

Saímos de lá admiradas não apenas pelos equipamentos e pela estrutura, mas principalmente pelas pessoas que estão por trás de cada uma dessas funções.

Homens e mulheres que treinam, estudam e se preparam constantemente para entrar em ação quando a população mais precisa.

E para as Aceleradas, que há 21 anos (7 anos de nome Aceleradas) têm como propósito unir mulheres através das motos, conhecer histórias, profissões e realidades diferentes também faz parte da nossa estrada.

Porque acelerar também é conhecer novos caminhos. E, dessa vez, o caminho nos levou até o GATE.

Obrigada Eliana Castão, nossa querida conselheira que organizou este encontro. 

Fotos e informações sobre o trabalho do GATE: Instagram @gate.oficial.sp.

Veja mais no instagram no link abaixo:

https://www.instagram.com/p/DdPoJ7BFQ_g/?stkn=MWhvcXg1czRsOXVuYw==

Mais Acessados

Sair da versão mobile