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Não erre na hora da gorjeta em bares e restaurantes fora do Brasil

A origem da gorjeta remete à Inglaterra do século 17: “Tip” é a sigla para a expressão em inglês “to insure promptitude” (para garantir prontidão). Essa prática social, contudo, conta com uma regra básica: a bonificação depende da satisfação do cliente. Se o serviço não agradou, não há por que gratificar. Agora, se tudo ocorreu bem, é de bom tom respeitar os padrões de gorjeta que cada lugar sugere.

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Na Inglaterra, nos Estados Unidos e na França, a contribuição aos garçons e bartenders, apesar de não obrigatória por lei, trata-se de uma norma cultural: não dá-la é visto como grosseria.

A origem da gorjeta remete à Inglaterra do século 17: “Tip” é a sigla para a expressão em inglês “to insure promptitude” (para garantir prontidão). Essa prática social, contudo, conta com uma regra básica: a bonificação depende da satisfação do cliente. Se o serviço não agradou, não há por que gratificar. Agora, se tudo ocorreu bem, é de bom tom respeitar os padrões de gorjeta que cada lugar sugere.

A prática da gorjeta varia de país para país. Na Inglaterra, nos Estados Unidos e na França, por exemplo, a contribuição aos garçons e bartenders, apesar de não obrigatória por lei, trata-se de uma norma cultural: não dá-la é visto como um ato de grosseria. Já no Japão, a caixinha nem é esperada pelos garçons. Caso um desavisado deixe uns trocados sob a mesa de um restaurante de lá, é bem capaz de o garçom sair correndo do cliente para devolver o dinheiro.

Guia de Gorjetas

América do Norte

Nos Estados Unidos e Canadá, grande parte dos funcionários que atendem nos restaurantes e bares depende diretamente das gorjetas para complementar a renda mensal. Apesar de a gorjeta na América do Norte não ser uma prática obrigatória por lei, ela tornou-se uma norma social: sair do restaurante deixando menos de 15% será considerado inapropriado – a não ser que você deixe claro que não foi bem atendido.

Se você for comemorar seu aniversário em um restaurante com um grupo de amigos, prepare-se para bancar, além do valor da conta e do imposto estadual sobre venda (a “state tax”), uma taxa de serviço pelo atendimento “extra” que sua grande mesa demandou. Nos EUA, apesar de não se cobrar o serviço, existe essa exceção. Em mesas com mais de oito pessoas, essa taxa vem agregada automaticamente à conta.

Na maioria das cidades americanas, os padrões de gorjeta têm subido. A nova norma coloca de 17 a 20 por cento. No Canadá o padrão é ligeiramente mais baixo, porém é raro que os clientes deixem menos de 15%.

Restaurantes: A nova norma coloca até 20%, apesar de 15% já estar adequado.

Bares: Para quem senta no balcão do bar, um dólar por cerveja ou dois dólares por drinque resolvem. Já para as mesas, espera-se de 10 a 15% de gorjeta.

América Latina

A questão do serviço na América Latina é levada com mais maleabilidade. Não existe a necessidade de o garçom permanecer “colado” à mesa, enchendo o copo do cliente durante todo o jantar. Aqui a coisa é menos intrusa, mas dispersa.

“Já pode trazer a conta?”. O que não parece ser nenhum problema para os norte-americanos, para os latinos isso é, de alguma forma, uma grosseria. Apesar de não haver nenhuma intenção de ser rude, aqui no Brasil e em grande parte da América Latina é como se a casa estivesse “forçando” o cliente a se mandar logo, para acomodar outro que está à espera.

Restaurantes: Argentina, Uruguai e Chile: não cobram taxa de serviço. Dê de 10 a 15 por cento, dependendo do nível da hospitalidade. Costa Rica, Peru e Brasil, onde é cobrado 10% de serviço, não se espera nada além de alguns trocados, moedas ou um “muito obrigado”.

Bares: É também cobrado 10% de serviço. Espera-se alguns trocados nos bares que servem comida e aperitivos. Nada para bares que servem as bebidas somente.

Europa

Os atendentes de bares e restaurantes europeus geralmente recebem salários em valor adequado para que não dependam das gorjetas para encorpar seus rendimentos.

Em países como a França e a Itália, onde se cobra taxa de serviço, um adicional de 5% em gorjetas bastará. Nos demais países, contribua com 10%. Já os ingleses, mais exigentes com relação aos serviços, esperam por até 12%.

Em toda a Europa, há muitas particularidades no tipo de serviço de cada país. Os atendentes franceses tendem a fazer cara feia se você pede algo “extraordinário” como embrulhar a comida para levar para casa. Lá não é de costume aproveitar a sobra das refeições.

Na Itália, ao contrário, nota-se uma maior boa vontade por parte dos garçons. Outro fato curioso: os restaurantes do Leste Europeu explicitam sua preferência em receber gorjetas em dinheiro. E na Alemanha, deixar as notas sobre a mesa pode ser considerado um descaso com o garçom. Procure, então, entregar o dinheiro diretamente em suas mãos.

Restaurantes: Nos estabelecimentos que já contam com taxa de serviço, 5% de gorjeta é o esperado. Para uma minoria que não cobra taxa de serviço, 10%.

Bares: Não são geralmente esperadas, mas os locais costumam deixar alguns trocados e moedas.

México e Caribe

Os exigentes padrões americanos têm influenciado as regras no sul da fronteira, especialmente nos hotéis e resorts de bandeira internacional, que recebem hóspedes norte-americanos com frequência. Como nos Estados Unidos, as gorjetas fazem parte do “ganha-pão” de garçons e bartenders do México e das ilhas do Caribe.

O serviço, contudo, tem algumas diferenças. Não espere a mesma prontidão dos americanos – garçons passando todo o tempo pela sua mesa para checar se está tudo ok. Naquela região, as refeições são mais descontraídas e se quiser pedir um novo drinque, não há problema algum em esticar a mão para ser atendido.

Restaurantes: 15%

Bares: De 10 a 15 por cento quando se senta nas mesas. No balcão, um dólar por cerveja ou drinque já vale.

África e Oriente Médio

A prática da gorjeta nos países africanos e do Oriente Médio e o valor que é aconselhável a dar variam de acordo com o “feeling” do viajante e com o tipo de ambiente que ele se senta. Não há por que dar gorjeta se você estiver comendo em pé, em uma barraquinha de comida de um grande “souq” (mercado árabe), certo?

Restaurantes: Dos Emirados Árabes Unidos ao Marrocos, Israel e África do Sul, inclua 10%, se a taxa de serviço não estiver incluída.

Bares: Na África do Sul, alguns trocados entre dois e cinco “rands” serão bem-vindos.

Ásia

Gorjeta? O que é isso? Até dez anos atrás, esse era um hábito desconhecido pelos asiáticos. Na China, atribuir dinheiro a alguém como gratificação dos serviços foi uma atitude impedida durante anos. Depois da abertura econômica da China e dos países do sudeste asiático, o costume vem sendo mais aceito e lentamente incorporado, principalmente nos estabelecimentos mais “ocidentalizados”. Uma particularidade do Japão: muitos restaurantes esperam que se pague a conta no caixa, ao invés de esperar por ela na mesa.

Restaurantes: Em destinos como Japão, China, Tailândia e Cingapura não se espera gorjeta – exceto para os restaurantes de hotéis de grandes redes, onde vale deixar 10%. Hong Kong é uma das exceções: além dos 10% de serviço, você pode deixar 5% de gorjeta – exceto em barraquinhas de noodles e de dim sum. Na Índia, basta a taxa de serviço, que varia de estado para estado.

Bares: Por toda a Ásia, 10% está de bom tamanho. No Japão e na China não se preocupe com isso.

Oceania

Não faz mais de vinte anos que os nativos das belas ilhas da Polinésia Francesa consideravam um insulto oferecer dinheiro como forma de agradecimento. Mas o boom do turismo nas ilhas, dos últimos 15 anos pra cá, fez essa história mudar: uma taxa de 10% de serviço passou a ser incluída nas contas dos restaurantes.

Restaurantes: Ficou realmente satisfeito com o serviço? Ofereça, se quiser, de 5 a 10 por cento. Dar gorjetas não é uma prática usual neste lado do mundo.

Bares: Não se preocupe com isso.

Fonte:uol viagens

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