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Outubro Rosa – Quando a gente acha que não tem mais bateria… e acelera mesmo assim

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 Entre tantas tarefas — de casa, do trabalho, da família, dos imprevistos, das coisas da saúde que eu preciso resolver, das injustiças que aparecem no meio das trajetórias — ainda entram publis, eventos, lançamentos, coletivas, e muitos conteúdos atrasados…

 E é impressionante o pique que aparece do nada.

 Aquela energia que surge justamente quando você tem certeza de que não existe mais nem 1% de bateria.

 Foi assim com o Aceleradas RIDE Outubro Rosa…

 Todo ano a gente faz esse encontro com mulheres motociclistas, garupas e pacientes que venceram o câncer ou que estão enfrentando o tratamento. É daqueles eventos que enchem o coração. Enchem mesmo.

 Eu tinha reservado o dia 3 de outubro meses atrás. Porque esse é um evento muito esperado por mim e por muitas mulheres.

 Só que, como quase tudo na minha vida, quando chegou perto da data… começou aquela loucura.

 Em poucos dias precisei correr atrás de marcas parceiras, local para o evento, ONG beneficiada, palestrantes, artes, divulgação… literalmente tudo em cima da hora.

 E antes que alguém pense: “Mas você não valoriza o evento?”

É justamente o contrário.

 Talvez seja um dos eventos que mais mexem comigo.

 Tem carinho demais ali.

 E talvez justamente por isso eu tenha essa sensação de que, mesmo se ninguém apoiasse, de algum jeito daria certo. Porque é feito com alma.

 E com uma intenção das melhores: ajudar, apoiar, aprender, abraçar, ensinar, valorizar a nossa saúde e estender a mão para quem, às vezes, precisa de uma coisa aparentemente pequena, mas que pode mudar o dia inteiro: uma palavra de motivação.

 E não é que deu muito bom?

 Junto com as conselheiras, fomos correndo atrás dos detalhes.  Falamos com parceiros e, para minha felicidade, todo mundo que procurei topou apoiar de alguma forma.

 A Auper Motos Elétricas foi nossa apoiadora master.

 O Rodrigo, do Gaz Burning, correu para reservar o espaço para a gente.

 O apoio de escolta não rolou por conta da pré-eleição, mas as instrutoras do Pilotagem para Mulheres e algumas Aceleradas simplesmente arrasaram no comboio.

 Tudo com o apoio da SUHAI Seguradora, que está sempre com a gente e ainda mandou uma equipe de mídia para registrar os melhores momentos do evento.

 Sem apoio da polícia… limitamos  o número de participantes.

 E foi uma delícia… leve… emocionante…

 Seguimos pela região da Lapa, em nossas motos, vestidas de rosa, levando pelas ruas o nosso alerta.

 E cada parada no farol acabava virando um pequeno momento de reflexão.

 Porque, enquanto a gente estava ali, no meio do trânsito, eu continuava pensando em tudo que tinha ouvido no talk show.

 Tivemos a presença especial da psicóloga e neurocientista Anaclaudia, da professora, escritora e Acelerada Andréia Menezes, que venceu o câncer, e também da recém-habilitada aluna do PPM, Monik, preparadora física que perdeu a mãe muito cedo para o câncer.

 Todas aceitaram meu convite assim… meio que em cima da hora.

 E eu não tive uma negativa sequer.

 Isso diz muita coisa… era pra tudo acontecer do jeitinho que foi.

 A Kawasaki e a CFMoto emprestaram motos para o ride e alguns modelos ficaram expostos no evento.

 E teve test ride da Auper 600 CE, que foi a cereja do bolo. O próprio dono (Silvio) fez questão de estar lá com a gente, instruindo quem queria a moto. Beatriz da comunicação também, esteve pessoalmente com todo seu carisma e profissionalismo.

 Mas voltando para aquelas paradas no farol…

 Eu fiquei pensando em tudo que aprendi durante o talk.

 Que a gente tem o poder de VIVER do jeito que a gente quer.

Que, de alguma maneira, a gente escolhe como o nosso dia vai ser.

 Que dá para reconquistar tudo mesmo depois de perder tudo.

 Que dá para acreditar nos sonhos de novo.

 E que exercício físico é algo tão essencial e importante quanto beber água, comer, respirar…

 E aí eu comecei a pensar na minha própria saúde.

 O tema era saúde da mulher.

 Mas e eu?

 Tenho cuidado realmente da minha?

 Porque, muitas vezes, a gente acha que bem-estar está em cuidar dos outros.

 Em resolver a vida dos outros.

 Em estar disponível.

 Em fazer acontecer.

 Mas… e antes de tudo isso?

 Quem está cuidando da gente?

 Em uma das paradas, uma buzina.

 Uma buzina de estresse de um carro que entrou no meio do comboio.

 E aquilo, curiosamente, me fez acordar para a vida.

 E também me fez pensar em como eu posso me sentir cada vez mais bonita depois dos 40 — e, cá para nós, já bem próxima dos 50.

 Foi impossível não lembrar das palavras da Andréia.

 Durante o tratamento contra o câncer, ela ficou careca.

 E foi justamente ali que descobriu uma das suas melhores versões em relação ao visual.

 Ela venceu o câncer.

 E hoje diz que não consegue mais deixar o cabelo crescer porque se amou ainda mais naquela versão careca.

 Olha isso.

 Ahhh…

 Como um “simples” ride pode ser tão especial?

 Como uma volta de moto pode virar um momento tão grande de reflexão?

 Quando retornamos para o Gaz Burning, veio aquela sensação boa.

 A sensação de deu tudo certo.

 Mesmo sem apoio da CET e da polícia, as meninas deram conta. Mandaram muito bem.

Que time!

 E ainda tinha muita coisa pela frente

 Veio o momento da marcha lenta, uma gincana que já virou tradição do movimento Aceleradas.

 Valendo medalhas e prêmios.

 Depois vieram os sorteios dos óculos Evoke e do capacete Bieffe para todas que compraram as bandanas colecionáveis — e todo o dinheiro arrecadado foi destinado à ONG Rosa Mulher.

 Também teve sorteio de produtos da Moto Charme, Pierre Alexander e produtos Rota 48 Store.

 Tudo isso rolando ao som da maravilhosa DJ Bia Maza.

 E sob os olhares e lentes das fotógrafas; Tess, do @arkadia.producoes e da Cibele Sayuri.

 Para fechar do jeito que a gente  ama, veio uma banda de rock feminina.

 A Velvet Star.

 E elas simplesmente detonaram.

 Deixaram todo mundo ainda mais animado.

 E a comida boa do Gaz Burning foi outro momento delícia.

 Aliás, é tudo muito delícia por lá, com preços que agradam todo mundo e todos os bolsos.

Tudo isso aconteceu em uma rua bastante bucólica, sem saída, atravessando os trilhos do trem, naquela região que divide a Lapa e a Água Branca.

 Aqueles trilhos que passam pela região e fazem parte da história ferroviária de São Paulo, das antigas linhas da São Paulo Railway.

 No fim, quando eu olho para tudo isso, parece muita coisa.

 E foi. Foi muita coisa.

 Foi correria… mensagem.

 Foi “será que vai dar tempo?”.

 Foi resolver uma coisa enquanto outra já estava acontecendo.

 Foi contar com gente que acreditou.

 Foi improvisar…acelerar efazer acontecer. Mesmo com previsão de chuva. Fizemos .. e melhor de tudo ? Além de não ter chovido…o sol brilhou pra nós!

 Por isso, eu quero deixar um agradecimento especial a todas as marcas apoiadoras, participantes do ride, amigos que apareceram, palestrantes, conselheiras (o melhor time de todos os tempos ), instrutoras, guias, espaço, DJ, fotógrafas…

 E à Cadeiras Cia Unique, porque nosso palco ficou lindo com as cadeiras de vocês.

 Foi tudo lindo.

 E tem uma coisa que sempre me deixa meio sem palavras.

 Muita gente agradece pelo evento.

 Fala que foi importante.

 Que foi especial. Que fez bem. Que precisava daquele encontro.

 Mas vocês não fazem ideia do quanto esses eventos também me fazem bem.

 É inexplicável.

 No meio de tanta tarefa, tanta cobrança, tanto imprevisto, tanta coisa que a gente precisa resolver…

 É ali que eu lembro por que faço…que eu lembro que ainda tenho bateria.

 Mesmo quando juro que não tenho mais.

 Talvez seja justamente isso que me faz acelerar.

Porque tem coisas que a gente não faz só pelos outros.

 A gente faz porque, no caminho, também acaba se encontrando.

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