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13 de Julho é o Dia do Rock: a trilha sonora do motociclismo… ou será que não?

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Ontem, 13 de julho, foi o Dia Mundial do Rock e, mais uma vez, as guitarras ganham espaço nas playlists, nos encontros de motociclistas e nos eventos espalhados por aí. E convenhamos: existe uma ligação quase automática entre motociclismo e rock’n’roll. Basta chegar a um motoclube, a um festival ou a um encontro de motos para ouvir os clássicos de sempre. Às vezes, até os mesmos clássicos… repetidos mais vezes do que gostaríamos.

Não há dúvida de que o rock faz parte da identidade do universo das duas rodas. Sua atitude, sua história e sua energia combinam perfeitamente com o espírito de liberdade que muitos associam à estrada. Bandas como AC/DC, Led Zeppelin, The Rolling Stones, Deep Purple e tantas outras acabaram se tornando quase uma trilha sonora oficial para quem gosta de viajar de moto.

Mas vale uma reflexão.

Será que todo motociclista tem o rock como gênero musical favorito?

A resposta, provavelmente, é não.

Assim como existem diferentes estilos de motos, formas de pilotar e perfis de motociclistas, também existe uma enorme diversidade de gostos musicais. Tem quem prefira um bom sertanejo para cruzar quilômetros de estrada. Outros não abrem mão do samba, do jazz, do blues ou do reggae. Há quem viaje ouvindo música clássica, MPB, forró, country, pop ou até mesmo o silêncio do capacete, interrompido apenas pelo ronco do motor.

E está tudo certo.

A paixão pelas motocicletas não exige uma trilha sonora específica. O que une os motociclistas não é o gênero musical que toca no capacete ou na caixa de som do evento, mas o prazer de pilotar, a amizade, o respeito na estrada e a sensação única de liberdade que a moto proporciona.

Curiosamente, muitos artistas também compartilham essa paixão pelas duas rodas. No cenário internacional, nomes como Bruce Springsteen, Billy Joel, Pink, Pink Floyd (David Gilmour é conhecido por gostar de motocicletas), Elvis Presley, Kid Rock e Keanu Reeves — que além de ator é cofundador de uma fabricante de motocicletas — mostram que a cultura da moto vai muito além de um único estilo musical.

No Brasil, artistas como Supla, Lobão, Frejat e até músicos de outros gêneros já demonstraram sua paixão pelo motociclismo, provando que a afinidade com as motos não tem fronteiras musicais.

 

No fim das contas, o rock continuará sendo celebrado — e com razão. Sua história está profundamente ligada à cultura motociclista e dificilmente deixará de ocupar esse lugar especial. Mas talvez seja a hora de ampliar a playlist dos nossos encontros e reconhecer que o universo das motos é tão diverso quanto as pessoas que o fazem acontecer.

Porque, no final, o que realmente importa não é se a viagem acontece ao som de um solo de guitarra, de um samba de raiz, de um blues, de uma sinfonia ou de um reggae. O importante é que a música, seja ela qual for, acompanhe bons quilômetros de estrada, encontros inesquecíveis e histórias para contar.

Feliz Dia Mundial do Rock! E que cada motociclista siga sua viagem na trilha sonora que mais combina com sua própria estrada.

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