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Viagens

Da Serra do Espinhaço à Chapada Diamantina: uma viagem onde o caminho vale tanto quanto o destino

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Existem viagens que ficam na memória pelo lugar onde terminam. Outras ficam por tudo o que acontece antes de chegar. Essa foi exatamente uma delas.

Deixamos Augusto de Lima, em Minas Gerais, com o GPS apontando para a Chapada Diamantina, na Bahia. Foram cerca de 900 quilômetros até Lençóis, percorrendo rodovias que mudam completamente de cenário ao longo do caminho.

O interessante dessa rota é que ela mostra um Brasil que muita gente nunca vê. Aos poucos, a Serra do Espinhaço vai ficando para trás. O verde intenso do cerrado começa a dividir espaço com a vegetação mais seca da caatinga. O cheiro do ar muda, a temperatura muda, o sotaque muda. É como atravessar vários estados dentro de uma única viagem.

A Serra do Espinhaço merece um capítulo à parte. Com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, ela é considerada a única cordilheira do Brasil e liga Minas Gerais até a Chapada Diamantina, formando uma das regiões de maior riqueza ambiental do país.

Nem toda estrada é feita para relaxar

Até aquele momento, a viagem seguia tranquila. Mas na BR-242, já bem próximo  da Chapada Diamantina, o ritmo mudou completamente.

Foi, sem dúvida, um dos trechos mais tensos que já percorremos.

O asfalto exige atenção constante. O fluxo de caminhões é intenso e vimos diversas ultrapassagens arriscadas, com veículos invadindo a pista contrária. Curiosamente, quase não encontramos motociclistas naquele trecho, algo que nos chamou bastante atenção. Um sinal do alto risco por ali?

Durante vários quilômetros, simplesmente deixamos de admirar a paisagem.

Nossa preocupação era outra: manter distância, reduzir a velocidade quando necessário e deixar os mais apressados seguirem viagem.

Na estrada, experiência também significa saber abrir mão da pressa.

Não existe destino bonito que compense uma ultrapassagem mal calculada.

Quando a paisagem volta a ser protagonista

Depois da tensão, veio o alívio.

E então a Chapada começou a mostrar por que é um dos destinos mais fascinantes do Brasil.

As montanhas aparecem no horizonte, as formações rochosas mudam completamente a paisagem e cada curva parece revelar um cenário diferente.

Nossa base foi Lençóis, considerada a principal porta de entrada da Chapada Diamantina. A cidade tem aquele clima acolhedor do interior, ruas de pedra, casarões preservados, ótimos restaurantes e uma estrutura excelente para quem pretende explorar a região durante alguns dias.

Ficamos hospedados na Pousada e Camping Lumiar, localizada na Praça do Rosário, 70, Centro Histórico de Lençóis. Para quem viaja de moto, carro, motorhome ou utiliza barraca de teto, a localização é excelente, permitindo fazer praticamente tudo a pé durante a noite.

O que conhecer em Lençóis

Se você pretende passar dois ou três dias por lá, alguns passeios praticamente não podem ficar de fora do roteiro:

  • Centro Histórico de Lençóis;
  • Ribeirão do Meio;
  • Morro do Pai Inácio (um dos cartões-postais da Chapada);
  • Gruta da Lapa Doce;
  • Gruta da Pratinha;
  • Poço do Diabo;
  • Cachoeira do Sossego (para quem gosta de trilhas).

Cada um deles mostra uma face diferente da Chapada: rios cristalinos, cavernas, mirantes e formações geológicas que impressionam até quem já viajou bastante.

 

Uma noite de tempestade

Nossa chegada ainda reservou mais um desafio.

Durante a noite caiu uma tempestade acompanhada de muito vento. Quem viaja utilizando barraca de teto sabe que esses momentos sempre colocam o equipamento à prova.

Mais uma vez, nossa barraca Sherpa mostrou por que faz parte das nossas aventuras. Mesmo com chuva intensa e rajadas fortes de vento, passamos a noite com tranquilidade.

Na manhã seguinte, o céu amanheceu azul.

E foi impossível não pensar que viajar também ensina isso.

Os momentos difíceis passam.

As paisagens mudam.

As estradas mudam.

E a gente também muda um pouquinho a cada quilômetro percorrido.

Roteiro desta etapa

  • Augusto de Lima (MG)
  • Serra do Espinhaço
  • R-242 (chegada à Chapada Diamantina)
  • Lençóis (BA)

Distância aproximada: 900 km

Melhor opção para hospedagem: Pousada e Camping Lumiar – Praça do Rosário, 70 – Centro Histórico – Lençóis (BA).

No próximo capítulo da expedição seguimos para outro lugar que nos surpreendeu completamente: a Península de Maraú. Se a Chapada encanta pelas montanhas, o litoral baiano ainda tinha muitas surpresas reservadas para nós.

 

Contato SHERPA BARRACA AUTOMOTIVA

(barraca de Teto e Canopy – capota).

Com Hugo 11 99413-2014

Veja também no Instagram:

https://www.instagram.com/reel/DbVzroAhHWc/?igsh=MTMxZjAzeGh2MHEzcw==

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