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Movimento Aceleradas

Mulheres Motociclistas: um café, algumas histórias e novas amizades

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Existe uma coisa que o motociclismo ensina com o tempo: a gente não precisa fazer tudo sozinha.

Pode parecer simples, mas para muitas mulheres, pedir ajuda ainda é um desafio. Afinal, somos ensinadas a dar conta de tudo, resolver tudo e mostrar que conseguimos.

Só que, quando estamos sobre duas rodas, existe uma lição ainda mais importante: reconhecer nossos limites também faz parte da pilotagem.

Foi justamente sobre isso que conversamos em mais um Café das Aceleradas.

Dessa vez, nosso encontro aconteceu no Café Conceito Alto da Lapa, na Rua Bairi, 325, Alto da Lapa, em São Paulo. Um lugar que nos recebeu com uma energia tão gostosa que, em pouco tempo, as atendentes já tinham virado praticamente parte da turma.

Você pode pedir ajuda. Sempre.

A conversa começou com situações muito comuns para quem pilota.

A moto caiu?

Peça ajuda para levantar.

Não está conseguindo manobrar a moto em um espaço apertado?

Peça ajuda.

Está com dificuldade para estacionar?

Peça ajuda.

Chegou em um lugar onde não se sente segura para fazer determinada manobra?

Pare. Respire. Peça ajuda.

E isso vale para quem está começando e também para quem já pilota há muitos anos.

Porque experiência não significa que precisamos provar que damos conta de tudo.

Muito pelo contrário.

Uma motociclista experiente também sabe reconhecer quando é melhor parar, avaliar a situação e pedir uma mão.

Não existe vergonha nenhuma nisso.

Existe inteligência.

Existe segurança.

E existe uma palavra que deveria fazer parte do vocabulário de toda motociclista: parceria.

A gente não precisa pilotar sozinha

Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas de um movimento de mulheres.

Você chega achando que vai encontrar apenas outras motociclistas.

E acaba encontrando amigas.

No Café das Aceleradas, a conversa vai muito além de motos. Falamos de experiências, inseguranças, histórias, viagens, trabalho, vida e, principalmente, compartilhamos aquilo que aprendemos pelo caminho.

Uma mulher ensina uma coisa.

Outra conta uma experiência.

Outra dá uma dica.

E, quando percebemos, todas estão aprendendo juntas.

Foi exatamente isso que aconteceu naquele café.

A energia estava tão boa que a relação entre as Aceleradas e as atendentes do Café Conceito Alto da Lapa ultrapassou a simples relação entre cliente e estabelecimento.

Virou amizade.

E quando existe amizade, acontece o que o motociclismo tem de melhor: surgem histórias que ninguém planejou.

E aí aconteceu uma coisa que ninguém esperava…

No meio da conversa, veio o convite mais espontâneo possível.

As próprias funcionárias do café pediram para dar uma volta na garupa das motos das Aceleradas!

Não foi combinado.

Não estava no roteiro.

Não fazia parte da programação.

Foi simplesmente aquela curiosidade que aparece quando alguém vê de perto o universo das duas rodas e pensa:

“Como será andar de moto?”

E, claro, as Aceleradas aceitaram!

Rolou passeio na garupa pelo bairro, com direito a vento no rosto, risadas e aquela sensação de liberdade que só quem anda de moto consegue explicar.

E foi muito legal ver a empolgação delas.

Aquelas mulheres que estavam ali trabalhando, servindo cafés e recebendo as Aceleradas, de repente estavam vivendo uma experiência completamente diferente.

Talvez tenham começado o dia servindo café.

E terminaram descobrindo um pouquinho do mundo das duas rodas.

E o mais bonito é que isso aconteceu de forma natural, sem planejamento e sem ninguém precisar convencer ninguém.

Foi curiosidade.

Foi vontade.

Foi troca.

E foi exatamente assim que mais uma história nasceu.

O motociclismo faz essas coisas

É por isso que eu digo que o motociclismo é mágico.

Ele coloca pessoas diferentes no mesmo caminho.

Cria amizades improváveis.

Faz uma conversa casual virar encontro.

Faz uma atendente de café virar garupa.

Faz desconhecidas se tornarem amigas.

E, principalmente, nos ensina que ninguém precisa fazer tudo sozinha.

Às vezes, a gente precisa de alguém para ajudar a levantar a moto.

Às vezes, precisamos de alguém para segurar enquanto manobramos.

Às vezes, precisamos de alguém para nos mostrar um caminho.

E às vezes precisamos simplesmente de alguém que diga:

“Deixa que eu te ajudo.”

Pedir ajuda não nos torna menos experientes.

Não nos torna menos fortes.

Não diminui nossa capacidade.

Pedir ajuda é reconhecer que somos humanas.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores forças de uma comunidade como as Aceleradas: saber que, quando uma mulher precisa, sempre pode existir outra ao lado para estender a mão.

No fim, aquele café não foi apenas um café.

Foi conversa.

Foi aprendizado.

Foi amizade.

Foi passeio.

Foi risada.

Foi liberdade.

Foi uma experiência que ninguém havia planejado, mas que provavelmente ninguém vai esquecer.

E foi mais uma prova de que o motociclismo tem uma capacidade quase inexplicável de conectar pessoas.

Você pode sair de casa pensando que vai apenas tomar um café.

E voltar para casa com uma nova amiga, uma nova história e a certeza de que, na estrada — e na vida — pedir ajuda também faz parte do caminho.

Porque ninguém precisa pilotar sozinho.

Veja também no:

https://www.instagram.com/p/DconBGAEWDD/?igsi=bHJ0d3NiaWR6cW9h

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