O Dia Nacional do Caminhoneirofoi celebrado em 16 de setembro. A data passou, mas o assunto ficou na minha cabeça — talvez porque, justamente nesta semana, eu tenha vivido algumas horas daquela realidade que faz parte da rotina de quem ganha a vida na estrada.
Quem me lembrou da data foi a Suhai Seguradora, que fez uma homenagem aos caminhoneiros. E foi justamente o post deles que me fez pensar ainda mais sobre a estrada.
Fiquei cerca de três horas praticamente parada na Rodovia Régis Bittencourt.
No meio da semana. Em horário de trabalho. E cercada de caminhões.
E foi ali, olhando para aquela fila que parecia não ter fim, que comecei a pensar neles. E nelas também.
Porque, sim: tem caminhoneira na estrada. E o Dia do Caminhoneiro também é delas.
A profissão pode ter sido, durante muito tempo, associada aos homens, mas basta prestar atenção nas estradas para perceber que as mulheres estão cada vez mais presentes atrás do volante dos caminhões. Elas transportam cargas, cruzam estados, enfrentam as mesmas longas jornadas, a chuva, o sol, o trânsito e todos os desafios de uma profissão que exige muito mais do que simplesmente dirigir.
A gente reclama do congestionamento. Eu mesma reclamo.
Três horas olhando para a mesma paisagem, avançando alguns metros e parando novamente não é exatamente uma experiência agradável.
Mas, para muita gente que estava ali comigo, aquilo não era um contratempo.
Era trabalho né?
O caminhão parado continua sendo uma ferramenta de trabalho. A carga tem prazo. Existe uma empresa esperando. Existe um cliente esperando. Existe uma família esperando alguém voltar para casa.
E, enquanto eu estava ali dentro do carro, impaciente para a estrada andar, havia dezenas — talvez centenas — de profissionais vivendo mais um dia comum de uma profissão que está longe de ser comum.
A Régis Bittencourt é uma dessas estradas que não permitem muita distração. Movimento pesado, serra, curvas, chuva, acidentes, congestionamentos e uma quantidade enorme de caminhões dividindo espaço com carros e motos.
Quem conhece a Régis sabe.
E quem trabalha nela sabe muito mais.
Talvez por isso a gente precise olhar para aqueles caminhões de uma maneira diferente.
Porque tudo aquilo que chega até a nossa casa passou, em algum momento, por uma estrada.
O alimento do supermercado. O combustível. O medicamento. A peça que estava faltando na oficina. A encomenda que compramos pela internet.
Antes de chegar até nós, alguém colocou aquilo em um caminhão.
E alguém vai precisar levar esse caminhão até o destino.
Não é só dirigir
Ser caminhoneiro ou caminhoneira não é simplesmente sentar atrás de um volante e percorrer centenas de quilômetros.
É passar horas — muitas vezes dias — longe de casa. É enfrentar chuva, calor, trânsito, estradas ruins, prazos, manutenção, cansaço e riscos que quem está de fora nem sempre percebe.
E falando em Suhai…
Já que foi a Suhai que me lembrou da data, aproveito para contar uma novidade para quem anda de moto: a Suhai agora também oferece Cobertura Completa para motocicletas, uma proteção mais ampla que inclui situações como colisão, capotagem, fenômenos naturais, danos durante transporte, além de roubo e furto total e assistência 24 horas.
A novidade começou a ser comercializada em 16 de setembro, inicialmente para clientes de estados da região Sul e de São Paulo, com expansão prevista para outras regiões.
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Quando o trânsito finalmente começou a andar, a primeira sensação foi, claro, de alívio.
Mas saí dali pensando que talvez a gente precise reclamar um pouco menos das filas de caminhões e prestar um pouco mais de atenção em quem está dentro delas.
Porque enquanto para nós aquela parada pode significar perder uma reunião, chegar atrasado ou simplesmente ficar três horas sem sair do lugar, para quem está dirigindo aquele caminhão pode ser apenas mais uma parte de uma jornada de trabalho que ainda está longe de terminar.
O Dia Nacional do Caminhoneiro passou.
Mas fica aqui, mesmo depois da data, o meu parabéns aos caminhoneiros e caminhoneiras.
Feliz Dia do Caminhoneiro — para eles e para elas. Porque a estrada também é delas.