Este texto está sendo postado com um único objetivo: conscientizar. É um alerta, um pedido de cuidado.
Quem vive em São Paulo sabe o quanto o trânsito por aqui é perigoso. E, nas Marginais, esse risco é ainda maior.
Existem várias saídas para rodovias como Castelo Branco, Bandeirantes e outras. Infelizmente, é muito comum ver motoristas que, ao perceberem que vão errar o caminho, simplesmente mudam de faixa de forma brusca, sem seta, sem olhar e sem pensar nas consequências. Parece que preferem colocar a vida de alguém em risco a perder uma saída.
Eu mesma já vi motorista dando ré em plena Marginal depois de perceber que passou da entrada. É inacreditável, mas acontece.
Quem me acompanha sabe que eu piloto sempre muito atenta. Procuro antecipar situações de risco o tempo todo. Ando em velocidade compatível com a via, nunca fico atrás de caminhões e também evito que eles fiquem muito próximos da traseira da moto. Estou sempre buscando a melhor posição para ser vista e para ter uma rota de escape, porque, às vezes, acelerar é mais seguro do que frear.
Mas, neste caso, foi tudo muito rápido.
Não houve tempo para pensar. Minha reação foi apenas jogar a moto para o lado para diminuir o impacto, frear e, ao mesmo tempo, olhar pelo retrovisor para ter certeza de que nenhum carro ou caminhão me atingiria ao fazer aquela mudança brusca de faixa. Como não havia congestionamento, os veículos vinham em velocidade, o que tornava tudo ainda mais perigoso.
Foi questão de segundos.
Eu me considero uma boa pilota. Sou instrutora de pilotagem e acredito que meus reflexos fizeram diferença naquele momento. Mas, sinceramente, não havia muito o que fazer. Quando o erro do outro acontece dessa forma, existem situações em que nossa experiência apenas diminui os danos — não consegue evitar o acidente.
E é exatamente assim que muitos motociclistas perdem a vida: por causa da imprudência, do egoísmo, da pressa ou simplesmente porque alguém não quis errar uma saída.
Só que existe uma grande diferença.
Um caminho errado sempre pode ser corrigido. Você faz o retorno, pega a próxima entrada e segue a viagem.
A vida, não.
Reflitam. Vale mesmo a pena arriscar a vida de outra pessoa para economizar alguns minutos?